Que tristeza perceber a vida e seu sofrimento. Perceber a morte e sua salvação. Perceber o medo, o desejo, o prazer e a dor. Depois de estudar a sabedoria de Deus, realmente começamos a sentir que estamos no corpo errado, no lugar errado, no planeta errado e no mundo errado. O medo de morrer se torna cada dia mais intenso e constante, porém, a sua certeza acaba se tornando uma espécie de esperança já que o sofrimento da vida começa a ficar mais explícito também. Os estudos vão fazendo sentindo pouco a pouco mas como na prática nada ocorre, a ansiedade vai diminuindo dando lugar a angústia e ao apavoro de existir. Conforme o tempo passa, andamos pelas ruas convictos de que estamos sendo perseguidos pelo ciúmes. O ciúmes vai atrás até do mais miserável o deixando em um estado cada vez mais lastimável. Conforme vamos avançando com os estudos, fazemos inúmeras comparações entre as regras de Deus com nossos erros. Os erros do passado vão nos condenando em vida sem julgamento e os erros do presente começam a ser cobrados instantaneamente, o que nos pressiona e nos motiva ainda mais a morrer. O suicido só não se torna a primeira opção por temor a Deus. Não há como ter certeza que se nos suicidarmos não sofreremos algum tipo de dor profunda como consequência ou punição. Todas as pessoas que estão em situação pior que a nossa servem ainda mais para potencializar nossos medos de existir e as que estão em situação melhor não muda já que estas começam a não nos reconhecer nem a nós respeitar. Quanto mais aprendemos sobre Deus, mais ficamos miseráveis em relação as coisas materiais presos num mundo completamente material. Aprendemos que Deus não pertence a esse mundo e nem possui estima por ele, mas nós mesmos estamos aqui no mundo que ele aparentemente abandonou. Não há como dizer que Deus esteja aqui porque aqui o que está é a maldade, a fome, a dor e todos os tipos de sofrimento. Só conseguimos imaginar Deus afastado do mundo e o que há dele, uma mera ilusão. A vida se tornar a maior de todas as ilusões, já que no fim ela sempre termina com a morte e as vezes damos o azar de perceber somente quando ela sorrateiramente chega.