é muito fácil reclamar. é muito fácil se desesperar. fiquei aqui agora no metrô pensando no amor. na paixão, que parece tudo muito bonito. na paixão a gente é tolerante. compreensivo. temos vontade de explicar. a gente quer explicar. incrível isso. quer ouvir. faz perguntas. questiona. está tudo bem... quer falar alguma coisa... repete e não fica irritado. não censura. não somos, de maneira alguma, totalitários. somos capazes de mudar de opinião. tudo, tudo para agradar. a gente quer agradar. a separação, a separação parece impossível. mas, de repente, como sempre, de repente, na hora que a gente ama, a gente não percebe. perde o encanto. por que o amor é assim. tudo é irritante. só há reclamação e aquilo que era ótimo, passa a ser massante. o prolema do amor é que nos torna exigentes, insaciáveis. e o pior não é só isso. o amor é egoísta. não aceita amizade. ou é a gente que não sabe se encerrar. que injustiça é o amor. não é democrático. não é de bom senso. é totalitário na negociação, embora perdoe algumas coisas em se corromper. amor... amor.... amor pedirá exclusividade. vida secreta. pacto de sangue ou quem sabe, que bom seria, se esconder dentro do quarto. largará tudo quando ouvir vem, tá na hora! não importa a escrivania. não importa os relatórios. o artigo cientifico. o filme ou programa de tv. sem reclamar. sem mais um minutinho. já é tarde, te espero? o quanto isso é difícil. manter a gentileza mesmo depois do amor. mas só por que a paixão é descoberta, tudo no outro é novo e nos agrada. vive-se uma tolerância exacerbada, perguntamos mais vezes, aceitamos o que é estranho, mergulhamos numa fase didática do corpo e da personalidade. mas entre a paixão e o amor, melhor que se sentir inédito é não se sentir estranho. melhor que o receio de questionar é ter intimidade pra discutir. melhor que se enganar é se confrontar. bater no peito chorando é perguntar pela sinceridade por que você fez isso comigo? e responder, com todas as letras que é por que se desencantou. pelo menos assim você saberá que foi tudo por amor, porque amor é assim, injusto.
Da flor ao Chorume retrata meu lado literário e retrógrado pela confusa intenção de se autojustificar, traduzindo e condensando minhas opiniões filosóficas e comportamentais a fortes palavras de fúria e de alucinação. Deve ser triste demais precisar e não ter ninguém com quem contar. Entre o passado e o futuro há o presente. Entre o chorume e a flor, uma esperança.
24 de outubro de 2014
23 de outubro de 2014
Todos têm, mas ninguém assume
A inveja é uma característica engraçada. Todos têm mais ninguém a assume. Já viu alguém te confessar que sente inveja mas que gostaria de não sentir? Ninguém admite. Aliás ninguém admite fragilidade alguma, porque isso nos colocaria em desvantagem com a capacidade dos demais em manter a ordem e a urbanidade. Na religião é o contrário, todos pecam e todos se confessam porque ali é o único lugar onde é bom se conformar, é vantajoso, pois todos estão em busca de um único proposito o do perdão. Na vida cotidiana ninguém perdoa ninguém. Os julgamentos são massivos e a intolerância entre as pessoas é por uma questão de sobrevivência. Curioso nisso é que sempre quando alguém desacredita de você é por que não faz um terço do que você demostra ser capaz. Pura inveja. Observe. Se você disser que irá se matricular em curso de natação e o outro desacreditar é por que simplesmente na sua condição isso seria inviável. Se você falar que pretende viajar pra o exterior e desacreditarem a situação se repete, e se repete em tudo. No regime alimentar. Na promoção e aumento de salário. No casamento. Na compra de um carro. De um apartamento. No novo curso. Quem desacredita não tem, não consegue e não faz por merecer. Quem é bom, quem é melhor, quem é superior, quem faz, acontece, cria, pensa, age, não fala, não subestima, não desconfia, não se toma a liberdade desses julgamentos. Quem é capaz ou incentiva ou não se pronúncia. Quem é capaz ajuda ou não atua, mas não atrapalha. Quem critica não faz diferente. Quem reclama não traz solução. Quem diz que não gosta não faz melhor e quem faz melhor não diz que não gosta, apenas faz, ensina, colabora ou coopera. A inveja é uma merda. É um segredo maligno. Uma falha, as vezes imperceptível. Deve ser por isso que ninguém assume. Por que a pior coisa nisso tudo é tentar passar aquela pose equilibrada de que não tenho nada de ruim. Todo mundo tem algo de ruim, principalmente a inveja. Quer fazer um teste? Se você for homem, diga a um invejoso que você comeu a mais gata da escola e a prova de que ele é invejoso se dará quando responder-lhe que é mentira, dai, na sequência, mostre uma prova. Observe que ele ou vai passar a ser mais teu amigo ou a te estranhar de vez. Se você for mulher, observe tua melhor amiga. Tudo incapaz. Tudo invejoso. Mas cuidado. Às vezes a gente se engana e pior, se confunde KKKKKKKKK
Era a recompensa pelo desprezo da outra.
Atitude quase imperdoável e um assunto extremamente polêmico. Independentemente de ser homem ou mulher, na maioria das vezes quando somos traídos nos encontramos em conformidade com o amor do outro. Por isso quase imperdoável, pois o amor era certo de tal forma que até depois de uma lastima vale mais não acreditar ter acontecido. Vale mais se enganar pela desculpa da fraqueza. Vale mais não se deixar derrotado e não aceitar que se perdeu. Perdoar ou não a traição é uma decisão pessoal corajosa e polêmica pois cada reação se diverge. Um perdoa ou finge que não viu. Uns extrapolam a violência. A desavença. A contrapartida. O traído é condicionado a se separar para não ser taxado de idiota entre os familiares e conhecidos. Outros, optam, por questão de tempo, a sua medida e tolerância, pelo termino e a rejeição. Às vezes, a repulsa. O mais certo sobre a traição é que o homem é seu maior precursor e não conheço um nesse mundo que nunca tenha traído ou desejado não trair mas pela infidelidade sentir prazer. O desejo masculino é um harém, já a mulher deseja um amor. Porém, a disposição em não aceitar ser traído é inerente a ambos. O tratamento é injusto, aff. Mulher traída é a vítima, mas homem, é o corno. ¬¬ Não concordo com isso, mas enfim. O engraçado na traição é quando você descobre... meu Deus! Você quer matar e morrer. Você se contorce e literalmente sai de si. É uma viajem a uma tempestade de chifres caindo em sua cabeça. Dor de corno por uma ruptura da fé é foda, seja homem ou mulher, desejo a ninguém, exceto se você também não a praticava. Tem gente que não vale 1 REAL. Faz o maior barraco por uma traição, mas o próprio tinha outro caso, ou estava flertando algum. VAI TOMAR NO CU para esse povo! Conheço bem umas centenas de histórias horripilantes sobre traição. Acontecimentos tristes sem alivio. Presenciar cenas difíceis de processar. De pôr certeza. Não pode ser possível. Não pode ser real. Não faz sentido isso. É sempre assim. Lamentos e mais lamentos. Toda a mulher já foi traída. Eu afirmo! Nunca namorei uma mulher sem uma história para contar do tal malandro, canalha, pilantra, vagabundo ou cretino que a corrompeu. Que a fez de trouxa. Que dividiu promessas e elogios. Que compartilhou planos e interesses. Que tudo o que fez não fez só para ela. Sinto em dizer, mas nunca confie em um homem. Agora o homem, fique sossegado, mulher não trai! Ok. É bem verdade que existe sim infidelidade feminina. Tanto que tenho amigos com histórias de traição. Mas o fato é que a incidência é mínima diante da quantidade massacrante do homem. Mulher não tem esse desejo. Mulher não tem essa necessidade. Mulher quer ser amada e feliz ao lado de um exclusivo amor. Quando muito, ela trai, basicamente, por dois motivos: vingança; ou o cara era um idiota e além disso não dava conta do recado. Se o cara for certinho, ele pode se ferrar de várias formas mas ser corno é necessário pagar, e olha, tem gente que paga, acredite! Entre todas a boas (ou más) histórias, compartilharei uma pessoal, onde descobri algo revolucionário no mundo da infidelidade. Houve um tempo em que durante um namoro eu conheci uma menina no trabalho. Ela também namorava. Ótimo. Tudo para torna-se uma amizade e morrer no friendzone. SQN. Conversa vai, conversa vem. Telefonemas duradouros. Conversas calorosas. Ela era linda. Não poderia ser capaz de manter apenas uma amizade diante daquela disponibilidade de me avisar todos os dias ter chegado da escola, por volta das 23h. Eu não poderia mesmo. Era a recompensa pelo desprezo da outra. Era o meu equilíbrio. Depois de três meses juntos, cúmplices de uma arguciosa deslealdade, descobrimos um no outro a completude. Aquele buraco pela falta de amor foi, mas pelo amante, preenchido. Incrível como é só pela trapaça que fazemos milagres. Que nunca tão certo. Nenhuma traição termina bem. Pode ser, momentaneamente, divertido entre si o sarcasmo e a felicidade do mal. Pode ser alucinante multiplicar nossa fidelidade. Se entregar duas vezes. Amar duas vezes. Ser amando, duas vezes. Mas MANO! A PIOR COISA DESSE MUNDO É TERMINAR DUAS VEZES. O sofrimento é exponencial. Que angustia foi essa época. Quando em um dia eu tinha duas, no outro, não tinha nada. Essa minha história foi assim, terminei com minha ex e fui implorar pela exclusividade da outra. Jamais! O amante apenas te completa. Não adianta nem de longe exigir. Se pressionar, a relação termina. Se insistir, se perde até as notícias. Um amante dificilmente te valoriza e a traição dificilmente tem um final feliz, aliás, nada no amor tem final feliz.
Chamou de gorda? Chame de broxa!
Engraçado essa coisa de mulher odiar ser chamada de gorda. Não sei que elas ficam possessas. Em ponto de explosão. Fiquei aqui me perguntando pra que tanto escândalos? Que revolta mais efêmera. Não sei se o melhor seria se conformar. Se está realmente gorda não há muito o que fazer diante do comentário. Resta sofrer. Às vezes, associo chamar uma mulher de gorda a chamar um homem de feio. Bom, sendo assim, concordo, realmente é traumatizante... Nossa, lembro do tempo de escola quando eu era criança. O mais feio da sala. Eu era muito escroto. Mas não o mais zuado, até por que eu tomava banho e trocava de roupa, coisa que muitos ali não faziam habitualmente, juro! Toda a forma, eu era o garoto da zuera. O mais terrível da sala. Eu tentava compensar minha vergonha com humor. Sempre deu certo, aliás, até hoje funciona mesmo não havendo necessidade. Posso bancar o mais viril possível que isso não me diminui diante do cara que me tornei. Começou quando arrumei meu primeiro emprego *-* Tempo bom! Criei uma convicção não condigna. KKKKKKKK Passei a acreditar no gostoso que eu não era. Um belo dia uma menina veio me falar: cresce garoto, você se acha demais. Eu respondi que se eu quisesse pegaria qualquer uma do intervalo. Ela, muito objetiva, finalizou: mas quem te quer? NOSSA MANO! Que choque foi aquilo. Era humilhante, mas era real. Ninguém me queria, ainda. Aquilo me traumatizou. Deve ser assim que uma mulher se sente quando taxada como gorda, humilhante, mas real. Não acho que quando uma mulher recebe esse comentário, recebe-o atoa. Sempre é verdade. Uns quilos a mais. Uma parte da barriga sobrando. Os braços mais grossos. Os pés e as mãos mais inchados. O rosto mais rechonchudo. O quadril mais largo. A silhueta desproporcional. Que tristeza são esses apontamentos. Uma mulher lendo isso é como ler uma enquete de revista. Vai só observando em si um a um. Não pense que homem é diferente. Também sofre dessas paranoias. Pior que ser chamado de feio é ser chamado de fraco. Quer arrasar com o dia de um homem? Diga que ele está menor e mais magro. Quer fazer ele se remoer durante uma semana inteira? Diga que ele não sabe dirigir. Se quiser traumatizá-lo pelo resto de sua vida, diga que ele não parece ser bom de cama. Pronto! Você acabou de matar uma pessoa sem cometer nenhum crime. O homem tem essa vergonha do fiasco amoroso, não do coração, mas do corpo. Esse medo. Esse receio. Pensar que alguém pode destruí-lo. Que tolinho. Ninguém pode destruir o outro. Apenas nós mesmo podemos fazer isso. Mas homem é assim. Bundão. Por qualquer coisa se sente desprotegido. Faça um teste. Na cama, diga mete mais. Ele vai pensar que isso significa que ele não tem mais para meter. São sutilezas. O homem é muito inseguro diante do sexo tanto quando uma mulher diante de sua beleza. É incrível como uma mulher se observa. Mulher se olha demais. Se enxerga demais. Meu DEUS... Mulher depois que acordar gasta metade do dia para se sentir bonita e assim que cair a noite e se derramar entre os lenções acabou. Já não é mais a mesma mulher. Já não se sente tão atraente. Tão bem consigo mesma senão para dormir secretamente despreocupada. KKKKKKKKKKKK Que hilário. Como é curioso. Quer ver uma mulher ficar depressiva é quando ela descobre que seu IMC está acima de 25. HAHAHAHAHA O.O Quem não sabe IMC é uma medida internacional usada para calcular se uma pessoa está no peso ideal. Tu pega teu peso e divide pela tua altura elevada ao quadrado. Entendeu. Peso/Altura*Altura. O resultado tem que dar abaixo de 25 senão tu estarás gorda. Já vou avisando que não estou chamando ninguém de gorda caso o resultado seja ruim. KKKKKKKKKK Boa sorte!
19 de outubro de 2014
A beleza no fracasso amoroso.
Nesses últimos dias consegui observar algumas peculiaridades amorosa-sentimental em relacionamentos fracassados, onde um é dotado de beleza e reconhecimento exacerbado da boa aparência estética e o outro é um mero mortal. Ou seja, um é belo muito mais que o outro. Na diferença em que se tratam homens e mulheres, em questão do reconhecimento de sua própria beleza, as variações de um para o outro são poucas. Basicamente, o homem se interessa por uma mulher muito pelo quão bonita ela for. Já a mulher, outros fatores implicam como status, simpatia, educação e inteligências voltadas a um mínimo de planejamento para o seu próprio futuro e, sobre isso, a mulher, quando ama, avalia muito quais são as intenções e o quanto ela está envolvida a considerando como parte daquele futuro. O problema da beleza feminina é que o sujeito sendo sendo belo e reconhecendo a tal beleza como vantagem, passa a perceber o quanto é fácil a conquista de certas coisas que na ausência dessa vantagem estética não seria. A mulher ou o homem quando é bonito cresce ganhando o mundo com seus sorrisos e olhares e quase sem nenhum outro esforço. No caso do homem a vantagem é realmente plena, mas no da mulher nem sempre, no que tangem a relação amorosa e principalmente conjugal. Oras, por quê? Simples. Pelo que percebi, uma mulher bonita tem maiores opções amorosas a escolher e se ela não for dedo podre (azarada ) poderá analisar o melhor partido. Com essa oportunidade o descarte é maior já que sabe sobre as facilidades caso mude de opinião. Uma vez muito criteriosa, diante do que há de melhor, o homem escolhido percebe as discriminações e exigências e avalia se compensa se submeter a tal processo criterioso. Como homem atua geralmente pelas três bases: iludir, conquistar e transar, ou ele desiste antes ou ele se esforça até conseguir pra depois desistir. Não são todos, mas em especial justamente aqueles que passam pelo crivo da avaliação feita pela mulher bonita. Tanto que o termo "dedo podre" é corriqueiramente dirigido a mulheres lindas, mas azaradas. A lógica não é que o dedo é podre ou a escolha é azarada, mas é que o perfil de homem que cabe nesse tipo de avaliação é daquele que normalmente já sabe que é escolhidos pelas mais bonitas porque provavelmente não foi a primeira nem a última. Mas ainda assim esse não é o principal fator de um fracasso amoroso dentro dessas circunstâncias. O fator maior é bem simples e qualquer um pode notar. Faça uma análise pela sua memória de casais e relações entre bonitos e famosos que deram certo antes de ambos completarem 30 anos de idade e depois repare nas relações de suas vizinhas, amigas e parentes incluído seus pais. Olha aquela sua amiga bagaceira que namora a 200 anos e está super feliz com toda aquela feiúra. Dela e do namoradinho. Por quê será que mulher feia, embora não atraia tanta opção, se relaciona, constituí familia e morrem feliz nesse aspecto. Elas são sempre as que usam o que está na sensualmente na tendencia e que chama a atenção. Dão cuidados diferenciados. Elas sabem que precisam se esforçar porque seu universo é menor, então aprendem formas de manter e segurar o outro. Elas não são criteriosas, são escolhidas, e pode ser feio ou bonito, elas dão um duro para manter até descobrir que conquistou. Porque não é fácil conquistar um homem, não exclusivamente. É preciso jogo de cintura pois homem é um animal reprodutor e não conquistavel. É vantagem ao homem mulher que descarta pois o isenta de trabalho emocional. Não é por nada não mas se o objetivo é seriedade em relacionamento, beleza é um fato negativo a efetividade nesse acontecimento. Tanto que a incidência de mulheres bonitas e solteiras cresce na mesma proporção que mulheres feias mas bem resolvidas, e pelas notícias contadas em revistas, blogs e mídias, as mulheres mais bonitas são as que possuem as piores histórias de fracassos amorosos. É a tendência é a situação se agravar com o advento da globalização feminina, onde o homem passa a ser tão inútil quanto já é. Vai dar muita mulher bonita, carente e solteira no meu consultório ;))))))) brincks, beijos!
16 de outubro de 2014
Intimidade é uma joia frágil.
Intimidade é uma joia frágil. Uma obra de arte que iniciamos sua composição sem conhecimento algum. Que fazemos da sua dificuldade a sua beleza, como na primeira vez em que desenhamos a nossa própria imagem. A intimidade, em sua raridade, é única e especial, pois não cabe a mais ninguém. Ela é dona dos seus cuidados e como um tesouro todos se veem a cobiçar, mas quem a tiver nunca a terá como em você ela se faz. Exclusiva em sua magnitude. De um aroma que só se exala em teu corpo. De uma cor que só se reflete em tua pele. A intimidade que você tem, igual ninguém terá. Ninguém conhece como essa foi lapidada. Ninguém conhece as delicadezas da sua manutenção. Ninguém conhece o seu valor. Nem você mesmo, pelo momento. O valor dessa joia muda conforme o seu carinho. A cor dessa joia se altera pelo reflexo de onde você estiver. Muda a aparência dependendo do tempo que não a polir. Ela rapidamente se desgasta se você a perfeccionar. Ela se quebra dependendo de como deixá-la cair. Ela se racha pela sua euforia em apertar, mas, de outro modo, ela pode resistir ao dobro do que você possa oferecer. Quem sabe você nunca consiga ter força alguma em alterá-la. Tudo depende da maneira como vai usar para que ela seja mais do que você possa imaginar, mais do que esperava, mais do que você. As vezes ninguém repara no que somos e sim no que com nossa intimidade fazemos. A intimidade como uma joia desperta inveja. Pode surpreender. Pode machucar. Pode iludir pelo próprio olhar. Pois a beleza dessa joia está na preciosidade do seu silêncio. Não é preciso muito esforço em cuidar da intimidade, já que tudo o que faz resulta em sua diferença. Já que não se sente vergonha de ser em detrimento de como ela está. Uma joia! Sem explicação. Sem dúvida. Compartilhada entre você. Apaziguadora. Salutar. Habitual. Corriqueira em sua vida. Vive com a gente. Toda a joia tem uma história. Toda a joia tem seu valor. Se descoberto quando não faz mais sentindo, geralmente foi por que era inevitável. Como aquela obra de arte que as vezes você começa e não termina. Embora seja extasiante, não é sempre que queremos uma joia. Não é sempre que teremos tempo para deslumbrá-la, principalmente depois que adquirimos. Porque já é nossa. Nós a conhecemos para além de sua intimidade. Já a lemos pelos olhos, os lábios e as mãos de quem ela é. Mais do que repartir o seu endereço, é repartir um projeto de vida em carregá-la. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta levá-la no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos pela vontade. Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida repartida entre você e a beleza de que juntos se fazem. Intimidade é uma joia de luxo que vira rotina. É estar junto, mas sozinho por ser um só. É ter em sua vida um símbolo de algo que te suporta, que te tolera. Uma preciosidade que só é bonita por que te aceita. Por que combina contigo. Mas como todo o cuidado é pouco, um desleixo é irreparável. Qual a joia de uma intimidade você já teve que ao se descuidar continuou sendo com o mesmo brilho de antes? E sabe quando é que descobrimos o seu valor? Quando depois do costume se negligenciou. Por um vacilo, não se conserta a vivacidade de um amor por esta joia, mas quem sabe mostre a importância e a sua estima incalculável. Só quem despedaçou uma joia sabe o risco de mantê-la novamente em outra oportunidade. Que se estraçalha por vezes isenta da nossa vontade. Tão sutil, tão frágil, que se despedaça, por mais incrível e inimaginavelmente que pareça, sozinha.
15 de outubro de 2014
O que menos importa é o motivo.
Anteontem, quando cheguei no trabalho, vi uma estagiária chorando numa baia de atendimento lá no fundo do salão. Reconheci que era uma colega, mas por estar chorando recusei-me aproximar. Aprendi que é fundamental deixar uma mulher chorar. Não adianta acalentar seu desespero. Ofereça um abraço se caso for muito intimo no máximo. Então esperei de longe o showzinho terminar e adivinha o motivo! Sim, homem. Oh meu Deus. Tudo bem vai. O momento pediu compreensão. Ela mesma levantou e foi ao banheiro. Ainda não tinha notado minha presença. Quando volto, ali já não estava, mas sim sentado na cadeira dela. Sem paciência, ela me cumprimentou pedindo para retirar-me. Mulher quando está deprimida não dá crédito ao ouvido de um homem. Não se arrisca a desabafar-se com o sexo aposto, a não ser que este seja um profissional ou um amigo homossexual. Poxa! Que preconceito isso... Ela poderia desaguar-se em mim. Quem sabe não resolveria os problemas dela. (está vendo ai por que mulher não trata intimidades com homens) HAHAHAHA. Brincadeiras à parte, coloquei-me a disposição e por incrível que pareça ela se desabafou. Ótimo! Então começou a vir aquele turbilhão de desaforos. A criatura parecia estar no leito de si mesma, contraindo a própria vida, por conta de uma traição por exemplo, já que a origem era seu namorado. Ou poderia ser sobre planos em que ela não estivesse inclusa, eu deduzi. SQN. Ela chorava por que o namorado não falava com ela a quase dois dias, por volta das 19h. Mas o sofrimento mesmo era querer entender o porquê do desgraçado fazer isso, uma vez que não era a primeira nem a segunda em não responder, em sumir, em manter sigilo. Manoooo. Uma coisa que parece não entrar na cabeça da mulher: não importa motivo, ou, é o que menos importa. Não importa o motivo do sumiço. Não importa a razão do silêncio. Não importa as causas da falta de atenção. As circunstancias que o leva a se calar, a desaparecer; não dar as caras, as satisfações, as notícias, as novidades. Não importa o porquê. Se quisesse faria todas essas coisas. Se quisesse, faria ainda mais. Se o problema fosse nela e ele fosse um HOMEM inteligente, iria perguntar; iria se aproximar; iria fazer tudo o contrário, ou, naturalmente terminaria sem enrolar; sem iludir, sem enganar. Não importa o motivo manoooo. Se quiser vai, vem, diz, fala, envia, recebe, encaminha; não existe desculpas para ausência constante e sem explicação. A única razão, quando só basta querer, é não querer. Quem constantemente deixa de falar não se importa, até o momento em que o outro cansa e se cala. Ai sim o desesperado vai ressurgir querendo explicação. Quando sempre é tarde. Além de entre todos os incômodos, a ausência devotada empobrece e causa desesperança na continuidade do esforço sentimental. Ela seguiu meu conselho e deixou ele brincar. Ontem, me disse que recebeu duas ligações pela manhã e, seguindo minhas instruções, não atendeu. Ele mandou mensagem perguntando o que estava acontecendo. Ela respondeu, seguindo minha dica: muito corrido aqui agora! KKKKKKKKK Homem fica puto com essa afirmação. Passou a tarde toda ligando e mandou mensagens. A noite, ligou e ela respondeu por texto; conversaram um pouco e pela noite o dispensou. O fulano deve ter ficado um veneno. KKKKKKKKK Ela morria de pena. Como mulher é trouxa cara. Hoje, ligou e, segundo ela, mandou mensagem a todo o momento e ela, nada, senão correria! KKKKKKKKKK O fulano ficou maluco e acabou de dizer que precisam marcar de sair e se encontrarem. Ela me perguntou o que fazer. KKKKKKKKKK Justo para mim. Bom, resumindo, ela aceitou, mas no dia e hora que ela decidisse. Conversaram por texto e ele disse estar constrangido por perceber que alguma coisa aconteceu. Sim, realmente, ela deixou de ser idiota e parou de se preocupar com os motivos. Simples!
14 de outubro de 2014
Como é foda! Você estuda 4 anos Administração de Empresas para depois vir um especialista em Recrutamento e Seleção te falar que a Engenharia de Produção está em alta na questão da administração de negócios. Porra! Vai dar notícia ruim lá na Cochinchina. Pior que o infeliz não está errado. Nada melhor que ser um profissional do Engenho em tempos matemáticos, técnicos e científicos que atualmente nos encontramos. A Engenharia de Produção é capaz de aperfeiçoar e implementar todos esses fatores na composição de melhores sistemas e processos. ¬¬ A mesma coisa que um tonto Administrador faz. Daí vem um espertalhão e fala: Não, pois são profissões diferentes. LOL. Jura? É logico que são profissões diferentes, COM SALÁRIOS DIFERENTES. Assim como o Psicólogo e o Psiquiatra. Que ódio. Só por que ano que vem vou estudar Psicologia. Não sei por que mais parece que tenho pretensão a estudar carreiras pouco lucrativas. O salário de um Psiquiatra e Engenheiro juntos tão mais que o triplo de um Administrador e Psicólogo. ¬¬ ¬¬ Deu vontade de matar esse especialista que parou para falar justo com um Administrador e aspirante em Psicologia. Mas tudo bem. Costumo dizer o que todo mundo diz diante dessas verdades. Estudo por prazer não por interesse. HAHAHAHAHAHAHHA
Trabalho. Amor. Vida. Tranquila.
Todos os dias vejo pessoas lamentarem por uma vida mais digna. Concordo que nesse país dignidade é uma coisa difícil de se ver devido a prevalência da desigualdade social e da escassez de respeito mútuo entre as pessoas, observado com maior oferta em países mais desenvolvidos. Toda a forma, as pessoas almejam por uma paz de espirito aparentemente inalcançável e essa aspiração parece amenizar a sensação de que sempre estamos errados. Nós sentimos mais puros simplesmente por admirá-la e isso faz-nos acomodar em uma consciência de que essa paz depende de tudo o que é externo e alheio a nossa vontade. SUPER ERRADO! Uma coisa é necessária salientar. Tranquilidade não é um desejo simples. Por mais estranho que pareça não é nada tranquilo ser tranquilo e menos ainda tranquilo ser em encontrar tranquilidade. Uma vida justa ou digna é bem diferente de uma vida tranquila, que não se pode comparar a um desejo que se espera com uma oração, onde por ventura um dia, ao aguarda, cairá do céu. Tranquilidade tem um preço. Basicamente as pessoas desejam um trabalho tranquilo, um amor tranquilo e uma vida tranquila. Vou começa pelo trabalho. Um trabalho tranquilo é um trabalho em se ganhe muito e trabalhe pouco. Esse tipo de emprego praticamente não existe exceto por dois fatores: sorte, em por exemplo nascer dentro de condições favoráveis de empregabilidade pela família ou pela beleza ou por talento, em saber fazer algo que poucos fazem e que ao mercado interessa. Claro que com certo esforço educacional é possível adquirir habilidades exclusivas, mas repare na palavra "esforço". Esse é o preço. A dedicação em procurar se destacar, uma vez que trabalho tranquilo todos querem, é logo uma busca competitiva. Depois vem o amor tranquilo, que deveria escrever um texto só para tratar dele. Um tipo de amor fruto dos sonhos de qualquer pessoa, seja ela ou ele quem for. Aquele amor com respeito, sem guerra, sem indiferenças e naturalmente correspondido. Que também tem seu preço e quase ninguém percebe. Acham que um dia Deus proverá ou, quem sabe, também cairá do céu. Esse tipo amor é tão difícil quanto o emprego, e pior, não se pode exigir recompensa. Não recebemos ou ganhamos um amor tranquilo, mas fazemos e mantemos esse amor por uma parte que é a nossa vontade. Um amor tranquilo necessita de uma virtude que as vezes levamos a vida inteira para desenvolvê-la em nossas emoções. Criatividade! Esse é o preço pela tranquilidade de um amor. Ver no outro qualidade e por isso se motivar a ouvir, ouvir sem censurar, sem interromper, ouvir até o fim. Dar tempo ao outro é a maior gentileza que existe. Sentir-se siderado. Sentir que alguém guarda a tua vida. Que faz os recortes dela. Que vai te aguentar, bem como você, até o último estagio da loucura e no dia seguinte não vai dizer o quanto estava louca(o). Não ira dizer absolutamente nada. Vai desaparecer secretamente em ti. A tranquilidade de um amor começa pelo exemplo e dedicação da nossa própria, mais aquela marota criatividade, de encarar as crises com humor. A tranquilidade de um amor está, acima de todas as coisas, na disposição de se desfazer dos preconceitos e das exigências. Igualmente, à vontade por uma vida tranquila. Dedicação e criatividade são os preços, validos pera a busca de qualquer felicidade. No emprego, no amor, na família e nos amigos. Quem se esforça sem um mínimo de esperança e improvisa sem um mínimo de receio tem seu espirito em paz. Quem tem uma mente aberta, por fim, tem uma vida tranquila, pois a saúde dessa vida está na capacidade de girar os pontos de vista. Quanto mais você defende sua opinião, mais você adoece, mais você sofre. Será que vale apena? Se você age assim, nem tudo está perdido. Basta se contentar com o trabalho, o amor e a vida que merece. Um beijo e um abraço!
13 de outubro de 2014
Papo Cabeça II
Chego no trabalho e como de sempre vejo rolando aquele papo cabeça entre os colegas. Adoro esse tipo de discussão informal no trabalho. Embora não faça muito as vezes em participar, eu observo e respondo quando sou intimado a dar minha opinião. Claro, simpática nunca é demais. O assunto é que era interessante: uso de aparelhos eletrônicos móveis por crianças e adolescentes. Que interessante pensei... Fiquei prestando atenção até que finalmente uma colega se altera explicando seu ponto de vista. Disse achar errado uma criança de 5 anos por exemplo ganhar de presente um celular, pois isso inibiria seu desenvolvimento interpessoal reduzindo sua interação social e afetando sua capacidade de comunicação. Nossa! Sério! Conta mais! O fato é que ela não está muito errada não. Já tinha observado isso uma vez e realmente o estímulo a um cérebro em desenvolvimento causado por superexposição a tecnologias tipo celulares, internet, table, TV é associado ao déficit de funcionamento executivo e atenção, atrasos cognitivos, prejuízo da aprendizagem, aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de se autorregular, por exemplo, a excessos de raiva. Enfim, resumindo, é tudo papo furado em detrimento ao pânico que todos têm diante da modernidade. Toda novidade é regadora de dúvidas. Daí os pais ficam sei lá, encucados com que a alguns palpiteiros falam por ai. Imagine você que é pai ou mãe e em pleno dia das crianças dá de presente um celular ao seu filho e logo quando chega no trabalho escuta psicólogos, advogados e administradores metendo a lenha na inclusão digital precoce entre crianças e adolescentes, seus males e contras. Meuuuuu, você pensa, caralho, gastei 300 reais com a porra daquele aparelho e agora vou ter que tomar do meu filho. AFF, menos! Não é bem assim que as coisas funcionam. Não sou nenhum especialista no assunto e não entendo nada de desenvolvimento cognitivo de crianças, mas vamos concordar que a história da humanidade nos conta que sempre estivemos diante de situações de inovação e difusão tecnológica e nenhuma criança morreu ou se transformou em um monstro por conta disso. Eu acho tão engraçado como a cultura brasileira é atrasada. Meu Deus! Na china o acesso à internet está em primeiro lugar no ranking mundial. A fabricação e uso de aparelhos móveis também, e a molecada inicia na escola cada um com seu aparelho. A educação pública em várias escolas de países asiáticos já começa com uso de recursos tecnológicos. Ou seja, a cultura é totalmente diferente bem como a situação financeiro-econômica LOL. A China é cinco vezes mais rica que o Brasil, sem falar que os filhas da puta dos chineses vem para o nosso país tomar as vagas de empregos tops que poderiam ser nossas. É foda! E mais foda ainda é que no Brasil o povo dialoga os feitos nocivos de uma criança usar celulares. Logico, não é para menos. Toda a criança e principalmente adolescente que você vê usando um celular ou está jogando ou está no facebook. Daí o papai que é leigo olha e critica dizendo que o celular só presta para comunicação virtual. Manooooooooooooooo vai se ferrar! Quer dizer que na internet só tem o facebook e no celular só tem o whatsapp? Para de ser nóia. Até por que não adianta nada excluir aparelhos móveis de uma criança ou adolescente, mas deixa-lo ficar no PC, na TV, na rua, no skate, em casa olhando pro vento ou ajudando do dia todo em trabalhos domésticos. Pedagogicamente falando, não existe, para essa era da informação, nada mais prático, acessível e dinâmico a educação e aprendizagem que aparelhos eletrônicos móveis e seus acessos virtuais. Muita gente pode criticar, mas cedo ou tarde um dia será super normal ver todo o mundo com a carinha enfiada no celular, inclusive você, se é que já não está agora. HAHAHAHAHAHAHAHA Bom dia!
9 de outubro de 2014
Papo Cabeça I
Chego no trampo e encontro o pessoal discutido sobre automóvel. Como sempre acomodo-me na mesa e só observo. Conversas informais dentro de ambiente corporativo é como pescaria; um pouco de paciência é o suficiente porque pelo menos um peixe morre pela boca. Não demorou muito pra um camarada dizer em alto e bom som que odeia carro automático e prefere mil vezes câmbio manual. Não disse para você que era só ter paciência Particularmente não tenho nada contra o tradicionalismo, tanto que por exemplo viajo com jogos de consoles da Nintendo e Mega Drive mais que de um PC ou um Xbox. Também sou muito pelo gosto do câmbio manual, mas não me engano. A tecnologia é surpreendente e nos faz mudar de opinião. Esse mesmo camarada que tanto reclama do novo sistema empregado em automóveis foi um que reclamava dos celulares Touch Screen e dizia que o analógico ou com botão era mais prático e duradouro. Esse mesmo camarada é como aquele povo que reclamava do plano real e do governo PMDB e hoje fica ai bancando um de politicamente correto elogiando o Fernando Henrique Cardoso. Esse povo é o mesmo que meses atrás estava nas ruas protestando pelo passe livre, contra o governo Dilma e o seu mensalão e agora, não sei por que diabos, quase a elegeram no primeiro turno. Esse povo é o mesmo que dizia jamais se desfazer de seus televisores em tubo de imagem por uma tela plana plasma ou LED. Agora até hoje não sei de onde esse povo tirava que LED estragava rápido kkkkkk, e agora tem bem umas duas em casa a mais de 5 anos. Esse povo é o mesmo que diz jamais deixar de ler um livro no papel e quer aposta quanto que dentro em breve se verá esses mesmos andando por ai lendo E-book pelo tablet ou um smartfone qualquer. Eu acho incrível como as pessoas se auto enganam. Como podem ter um dia reclamado tanto da invenção do preservativo e hoje usar até para se masturbar. Como podem ter reclamado e desconfiado tanto da tendência e-commerce e hoje comprar tudo pela internet, satisfeito por não sair de casa e sem se lembrar que um dia criticou tão mal a tal da novidade. Por que algumas pessoas são assim, não aderes ao que há de novo. Como na época que diziam que a lâmpada fluorescente provocava câncer. Como na época que muitos criticavam o Facebook em declínio do Orkut, daí os mesmos, depois de 2010, foram com o maior entusiasmos criar um perfil, tudo por conta do filme The Social Network com a participação do Justin Timberlake e da história alucinante de Mark Zuckerberg. Mano, é por isso que o pessoal de propaganda e marketing manda bala na criatividade em divulgar produtos, porque o consumo e o inconsciente das pessoas são influenciados pelo coletivo. Sempre!
8 de outubro de 2014
Divergente
Acho que sobre o comportamento humano, falando especificamente em psicologia, o que mais me fascina é desvendar, senão desmascarar, as falácias do ser humano. As contradições e as dicotomias que um sujeito é capaz de expor e se impor diante dos seus próprios princípios. A hipocrisia. A dissimulação. O engano que ninguém se exclui. Eu, depois de anos observando as pessoas e seus discursos, conciliando aquilo que vejo com aquilo que ouço, entendi que não existe alguém capaz de escapar das suas próprias fragilidades; essas que infelizmente são inerentes ao ser humano. Não há pessoa no mundo que consiga ser introspectivo o bastante em perceber seu caráter social como dentro de um padrão bom, gentil, nobre e justo. Toda essa implicância se resulta na questão do que é interessante ou não a pessoa que deva perceber. Essa é a equação básica da postura de alguém: quero ou não quero. Movido pelo desejo, esse alguém pode ser capaz de mentir, de fingir, de caluniar, de ser contradizer e de se divergir. Como falei, é tudo uma questão de querer.
Poderia dissecar as divergências nas atitudes e comportamentos do ser humano em vários aspectos, criminal, patológico, alimentar, mas como gosto muitooooooo de falar sobre amor, é assim que irei descrever, as divergências amorosas que tão quer expressar seu amor quanto se quer se expressar sendo amada. É quem acorda primeiro que dá bom dia! É quem não tem tempo que deve se organizar e encontrar. É quem está sempre ocupado que deve com mais frequência se propor. É quem ama menos que precisa tentar amar mais. É quem está em dúvida que precisa perguntar e se decidir. É quem dorme primeiro que deve dar boa noite. Só se dá adeus quando não se houver mais. Só se diz te amo quando se ama. É dever ser quem um dia se foi constantemente. É covardia ser o que se foi e sem motivo não querer ser mais. É covardia não querer terminar, mas economizar no diálogo. É covardia achar que o momento certo é o seu momento. Ninguém merece ser traído assim como não gostaria de que com você fosse assim.
Todas as pessoas falam mais do que fazem. Importante quanto a isso é falar e quando fazer, fazer como falou. O que muito raro acontece, pois as vezes falamos para planejar e agimos de outro para conquistar. Pouco importa o falamos e o que faremos. O que importa é o que queremos e o que precisamos fazer para conseguir. Queremos receber um inédito bom dia mesmo acordando primeiro. Queremos receber um boa noite mesmo sabendo que dormimos primeiro. Queremos ser amados para quem sabe conseguirmos amar também, esse é o propósito. Se já amamos, ótimo. Se ainda não, que o outro nos faça e se nós no fim não chegar a amar como gostariamos, não sei, sei apenas o que quero, amar e se para isso eu precisar me contradizer eu irei porque pelo que quero isso vale apena. Esqueço que quando amo gosto de ser amado e se não for assim sofro; acho injusto e indelicado. Eu preferiria a verdade, a sinceridade, do que o tempo passar, pois assim um dia direi que fui enganado. ERRADO! O outro estava apenas esperando você fazer ele te amar, o que não aconteceu e te dispensou.
O homem se engana demais, no amor, na família, no crime, na violência, na política, o homem é corrupto por natureza. Se corrompe a todo instante pelo desejo. Por querer. Não importa a lógica. Não importa as regras. O que eu quero é ser feliz custe o que custar. Ninguém percebe essa falha em si mesmo. Ninguém enxerga essa podridão que é o teu amor politicamente correto. O teu ledo engano. O teu grande engodo. Pelo que você quer você se vende. Você se perverte. Você trai seus próprios princípios e faz dos seus ideais um camaleão que muda de cor, que muda de tom, que faz qualquer coisa bastando querer.
29 de setembro de 2014
Não sei porquê comprei e não gostei
Vou falar sobre amor nessa porra! Tanta coisa para falar sobre esse negócio mas hoje em especial me dedicarei a duas particularidades que não consigo até o momento traças nenhum parâmetro ou dar uma boa explicação quantos aos porquês dessas particularidades. Mas a começar pelas questões interessantes que irei tratar: as malditas recaídas e a lógica das pessoas com capacidade de regular sua paixão. Incrível como pode um indivíduo ter dinâmica emocional suficiente em dizer a si mesmo que não quer se apaixonar e literalmente não o sentir. Poxa, é muito complicado você conseguir não se apaixonar, mas agora ser complicado se apaixonar porque você internamente impôs isso eu particularmente não conseguiria dar fundamento a essa postura emocional baseando-se em mim mesmo. Nunca controlei sentimentos, até porque quando eles surgem, eles simplesmente surgem, indomáveis e inconscientes. Mano, eu perco o folego e o juízo. Mas o cara ou a mina tem que ser muito Freud para se destacar nesse domínio que não acredito ser possível (já explico o porquê). Só que depende, pois existem algumas diferenças entres gêneros. Mulher é monogâmica e materna. Homem é poligâmico e canalha reprodutor. Homem consegue regular sua paixão conforme se dispuser de opções. Já a mulher como normalmente até o atual momento não age assim, ela não regula por esses parâmetros, mas sim por receio a experiências frustrantes do passado. De modo geral, o que realmente concede a um sujeito potência a não se apaixonar é não ver interesses. Um exemplo bem chulo é uma roupa que você visualiza na loja e se encanta até comprar, usa e depois sem explicação se desinteressa. Na verdade existe uma explicação, que pode ser sua saída de moda, aspecto visual, ou ser um pouco fora da sua medida ou a cor e modelo ficarem bonitos apenas em manequins. No amor o esquema é o mesmo e a questão de regular é também semelhante a muitas vezes você embora não goste da roupa tenha dó de jogá-la fora, pois você desconfia que um dia pode ver sendo muito bem aceita, usada e comentada por outros. Você receia se arrepender e depois não encontra outra igual. Ai entra o aspecto da recaída que eu deveria escreve outro texto sobre, já que esse assunto é muito mais que isso, sqn porque preciso trabalhar. Então falando da recaída em relação a regulação e controle da paixão, volto ao exemplo da roupa. Lembrando que recaída é algo que acontece somente com o imbecil que quis terminar sem um motivo expresso. Porque recaída é arrependimento e só se arrepende quem termina, óbvio, ok. Enfim, muitas vezes, você cria uma espécie de ódio pela aquela roupa simplesmente por que no dia ela demorou a passar pela sua cabeça ou não quis fecha adequadamente o zíper. Você, motivado pela revolta daquilo ser o que você deseja usar mas em si não te colaborar, se rebela em irá e impulsivamente se desfaz, rasgando ou jogando no lixo. Claro, não demora muito para você se arrepender, até porque no momento era bem provável que estava atrasado(a) ou nervoso com presa, e como esse momento estressante é passageiro, logo você se arrepende. Conheço pessoas que já foram no lixo procurar a peça. Ou imploraram ao irmão que devolvesse. Bate um remorso, uma ausência, principalmente quando você por algum motivo começa a enxergar várias possibilidades, nas misturas de cores, de sapatos, no corpo de outro, na tv, no livro, no romance, no alheio casal, no seu futuro como seria. Você enxerga o que infelizmente não enxergava. Em suma, não existe controle nem regulagem da paixão. É humanamente impossível fazer isso. O que a pessoa tem não é dinâmica emocional mas sim falta de interesse e recaída é enxergar interesses antes não vistos. Super bacana o exemplo da roupa! Qualquer dia falo mais sobre a recaída. Um abraço para quem leu.
26 de setembro de 2014
Paixão ou Paranoia?
Boa pergunta. Principalmente quando fazemos o ridículo pela paixão, o que seria normal diante de um sentimento tão descontrolado que é esse amor, amor de amor-paixão. Que fique claro que tudo é amor. Assim como amamos quando temos dó, ou quando somos generosos, ou, por sinal, quando estamos apaixonados. A questão é definir se o que fazemos por amor é certo e relevante diante dos três: quem está a volta, por quem está apaixonado e, claro, a você. Nem tudo que é por amor é certo e nem tudo que é certo é relevante. Como os maiores problemas do amor é a desconfiança, uma ação ou uma solução que não seja certa nem relevante aos três, é paranoia! Rindo! Porque acho muito engraçado falar de 'paixão' e 'paranoia' pois tanto uma quanto a outra não deixam de ser doenças. Uma categorizada pela ciência e a outra pelo censo comum etimológico. Quando você se desespera de paixão por alguém é fato que você se desespera de desconfiança. Você nunca sabe, e se sentiria ótimos se de alguma forma soubesse. Pode ser inúmeras coisas como se a fidelidade é mutua; se o amor é reciproco; se o que hoje se fala amanhã se fará. Se tudo é verdade! São genuínas desconfianças que todos nós temos. O que defini se é paranoia ou não é se a desconfiança é certa e relevante, independentemente de ser por amor. Mas sinceramente, só por estar apaixonado se fica paranoico, pois fazemos tudo errado e pior, de forma irrelevante. Fazemos loucuras que com o tempo nem mesmo nós acreditamos que fizemos. É triste dizer mas só quem se apaixona sabe como é que funciona. Você começa a enxergar várias possibilidades e cria esperanças que você não quer se desprender. Como se você plantasse em sua casa um pé de maconha e depois fumasse. Está tudo em sua cabeça. A vontade de fuma, a vontade de plantar e com o tempo tudo ficar além da vontade para transformar-se em necessidade. É necessário fumar, é necessário plantar. É necessário amar, é necessário ser amado. Se por acaso isso não acontecer, para você é desespero e sofrimento e para outro é paranoia e exagero. Resumindo, para você, de momento, será sempre uma paixão, sempre será um amor, nunca uma loucura ou uma paranoia. Para o outro, de momento, será sempre uma loucura, uma paranoia, nunca uma paixão menos ainda um amor. Mas olha... cuidado, porque um dia você poderá achar que o outro está louco ou paranoico sendo que na verdade está simplesmente apaixonado e desesperado por esse amor. E ao final, depois desse momento passar, tanto você quanto o outro iram se questionar se na realidade não era tudo o contrário.
25 de setembro de 2014
Por que eu ainda não pensei algo assim?
De Frederico Mattos...
"Você já ouviu alguém lhe confessar? “Eu gosto de fulano, mas ele não gosta mim, e aquele outro que gosta de mim eu não gosto!” Eu ouço isso o tempo todo na clínica.
E durante anos esse assunto me intrigou “por que presamos quem nos despreza e desprezamos quem nos presa”.
Durante um atendimento nessa semana consegui formular melhor meus pensamentos. Vou tentar colocar essas idéias que venho elaborando há anos…
Noto que desejamos ser amados e importantes para alguém. Isso é até obvio. Mas porque exatamente no momento que somos amados algo dentro de nós nos paralisa? E por que gostamos de alguém no exato momento em que nos sintimos rejeitados e isso até intensifica o desejo?
Bem, vamos por parte.
Esse sentimento de amor interrompido é vivido pela primeira vez na relação com os pais. É o primeiro amor proibido e que nos é negado pela cultura, não podemos concretizar nossa intenção amorosa com os pais. A não ser no plano da idealização.
Essa relação passa a configurar o primeiro triângulo amoroso da nossa vida. Aquele quem eu desejo não me deseja. A primeira desilusão amorosa e dor sentimental fica registrada em meu inconsciente.
Em nossas peregrinações amorosas buscamos outra possibilidade de amor. Mas já carregamos essa primeira ferida.
Em torno da dor criamos barreiras e medos que nos assombram a cada vez que nos sentimos envolvidos pelo amor.
Quando notamos alguém que nos ama aquele sinal de alerta inconsciente dispara “CUIDADO, você va se machucar, não se prenda a ninguém”.
Esse temor de viver uma história concreta e não idealizada de amor nos congela a alma. Pois nos confere responsabilidade (“tu te torna eternamente responsável por aquele que cativas”) e esse sentimento nos apavora. O de não sermos bons o suficientes para preencher o amor dos outros. Diante do amor alheio nossa criança ferida recua e teme viver uma intimidade, o apego e a possibilidade do fracasso, rejieção e abandono.
Já a posição de rejeitado é confortável, pois ficamos num eterno embate com um rival inimigo. Essa raiva misturada com desprezo nos coloca num vitimismo queixoso e paralisante. Ficamos estagnados no tempo e espaço à espera daquela pessoa amada. Perdemos a responsabilidade pela nossa vida e ficamos à mercê de outra pessoa. Dependo dela para ser feliz e não mais de mim.
Do contrário, ser amado me confere uma responsabilidade para com o sentimento alheio que talvez não me sinto preparado. A realidade é sempre desconfortável se comparada com a idealização. E diante da realidade de alguém que me ama também sou colocado diante de meu ressentimento do passado, a sombra irrompe e diz: “Agora seria um bom momento para fazer essa pessoa experimentar um pouco do que eu sofri”.
Nessa hora surge o nosso sentimento de desprezo pelo outro, achamos as demonstrações de afeto da pessoa bobas e melosas. O amor dela nos parece tolo e infantil e assumimos a posição dos nossos pais que nos proibiram o amor.
Por isso que quando alguém que desprezávamos desiste e segue em outra direção passamos a valorizar aquela demonstração do passado, pois daí passamos à condição de vítima e já não somos mais responsáveis por corresponder à altura do sentimento alheio.
Amar e ser rejeitado me coloca diante da raiva passiva.
Ser amado me coloca diante da responsabilidade de uma realidade de amor.
E disso dependeria minha felicidade.
Mas no fundo preferimos a fantasia à realidade. A rejeição vitimizada ao amor maduro. Preferimos a infância à vida adulta.
Amar me faz poderoso, ser amado me torna vulnerável. Dar me confere força moral, receber me expõe aos medos e inseguranças.
Por isso é mais fácil amar do que ser amado!
Se minha explicação ficou confusa, por favor perguntem pois quando brota algo assim prefiro escrever…"
trust no one
Desde criança decidi confiar em ninguém. Lembro de adquirir esta postura ainda menino, ao lado de meu pai, assistindo o seriado The X-Files, onde o principal antagonista da saga carregava um isqueiro que em seu corpo vinha escrito "trust no one" que significa justamente isso: não confiar. Tudo é uma questão de sorte, claro! Você pode por várias vezes confiar e todas se frustrar, mas dependendo você pode confiar uma única vez e nunca, para o resto da vida, se arrepender. Nesse caso o jeito é arriscar. Pena que não tenho essa coragem. Bem como não tenho coragem de esperar pela sorte, por exemplo.
Eu não confio. O antagonista de que falei tinha um apelido peculiar; Canceroso. Sim, ele era um viciado em nicotina e detinha o maior segredo do mundo. Ele realmente tinha bons motivos para confiar em ninguém. Ele não poderia se dar essa liberdade e embora nenhum de nós tenha algo tão grandioso a esconder, temos nossos segredos maiores. Que no fundo gostaríamos de compartilhar. Gostaríamos, além disso tudo, descobrir e guardar segredos. O que não se faz justo e nem gentil. Lado ruim de não confiar é que quando não confiam em nós, nos sentimos sós, e a cobrança dessa confiança é simplesmente indelicada.
23 de setembro de 2014
De repente eu te amei.
Há quatorze anos éramos duas crianças. O que lembramos um do outro sobre aquele tempo são pequenos flash de rostos suados e cabelos soltos ao vento. Olhares contínuos, atentos e frisantes, todos sempre em direção aos lados. Eu parava de frente e te olhava sempre de repente. Não tinha pretensão. Você nem se diz então. Uma menina, uma menina que hoje me alucina. Entre as filas formadas pelo pátio da escola ao tumultuo na saída dos alunos. Era e é tudo o que temos a nos recordar. Você com nove eu com onze de que venha me lembrar. Ambos com um jeito de principiante. Tudo o que acontecia era de forma marcante. O termino da escola um mistério. Era hora de voltar a outra parte de um mundo ainda muito singelo. O almoço era sempre o mesmo, mas a saudade do amanhecer constantemente mudava de peso. Tudo era fase e nosso pensamento ainda frouxo se iludia com a realidade. Muito comovente, quem sabe até insistem. Precisávamos aprender. Era uma obrigação conhecer. Cada um com sua moral. Cada um com sua educação. Hoje tudo é mais formal. Hoje quase somos sem coração. Muito tempo se passou e de lá para cá muita coisa mudou. Foram sete para somar com sete e dar no que deu. Foi a coincidência, o tempo e o acaso que nos concedeu: a sorte. A oportunidade de quem sabe fazer o que deveríamos um dia ter feito: descobrir o amor, não por ter fé mas por notar o que ele é. Sublime observação diária do que é melhor a nós. De repente eu te amei. Não por acreditar, mas por existir. Com todas as dores e todas as magoas de cosias que nenhum de nós um dia fomos a causa. Suas experiências e sua recepção acalentada, veio como brisa, como forma, como naquele tempo em que eu suspirava. Eu não quero nenhuma discussão e você mais nenhuma frustração. Como é bom imaginar tudo dando certo. Como é bom sonhar que você é a princesa e eu o príncipe dentro de um castelo. Quem acreditaria nessa história que em quatorze anos não se fez um conto. Mas que com uma semana simplesmente se significou. Por que de repente eu te amei. Não por acreditar, mas por existir. Já que nem tudo que sinto é o que acredito. Eu simplesmente senti e não especifiquei. O especifico é o amor que não quero acredita. Embora eu tenha te amado. O amor existe e eu senti. Uma história antiga que por algum motivo veio a vir; a ser amor.
18 de setembro de 2014
Super simples de entender
Gastei metade do meu almoço para escrever isso, mas está valendo. Tenho um amigo que está indignado com seu relacionamento. Chegou ontem em mim para falar que já não aguenta mais a sua mulher. Também não disse mais nada, apenas isso. Geralmente é tudo o que um homem consegue fala a outro homem com relação a uma mulher, que não aguenta mais. Como conheço a figura não quis entrar no mérito de julgá-lo pelo que faz. Nós homens não temos isso como princípio. Cada um com sua vida e cada um com sua história já que no fundo todos sabemos que não há nada de certo no que todos fazemos. Homem sabe muito bem como é seu caráter, mas não faz disso uma questão. Existem 200 milhões de livros sobre comportamento e 500 trilhões de psicólogos e sexólogos espalhados por este planeta dissertando sobre relacionamento amoroso e dentando trazer respostas para dúvidas iguais as desse meu amigo: "Por que mulher é tão difícil de entender". Mano, vai tomar no cu para toda essa gente! Inclusive para esse meu amigo. Homem é tudo um lixo e existe um texto que publiquei no meu blog explicando por quê. Mas sem querer retomar aquele assunto, vou me atentar apenas ao fato de que não é bem verdade que mulher é difícil de entender. Isso é uma falácia machista e discriminativa. Mulher tem suas indiferenças da mesma forma que os homens têm suas discrepâncias e o problema é que com relação ao homem ninguém conseguiu desmascarar, que é muito mais lógico os homens serem difíceis de entender do que as mulheres. As mulheres nunca foram o problema maior. O problema maior sempre foi o homem e isso é guardado e mascarado pelo machismo a milhares de anos, com histórias e preconceitos que começam desde Adão e Erva até as famílias tradicionais onde elas eram sempre as submissas. Sendo assim, o tempo passou e o tratamento sempre foi dado desta forma: você é a doida, você é a maluca, a culpada é você e eu nunca te entendo. Enfim, outro dia escrevo sobre esse grande engodo. Mas voltado ao caso do meu amigo. A indignação está em não compreender por que uma mulher se apaixona por um homem, dependendo casa e constitui família, para depois de repente se desinteressar ou começar a agir daquela forma fria e silenciosa como ela se faz. Simples. Muito simples. Mulher perde o interesse por um homem da mesma forma com um homem perder o interesse por uma mulher. Não existe mistério feminino nenhum nisso. Na verdade o que os homens não entendem não é o comportamento das mulheres que eles falam ser incoerentes, mas sim como é que ela conseguem perceber que ele está mentindo tão sutilmente mesmo com toda a expertise que ele teve em não deixar evidências. HAHAHAHA é foda mas é real. Homem fica indignado com isso acredita, e pior, nem ele sabe. Na cabeça da mula é você que é a maluca, e sobre o que ele faz, como você não pode materialmente provar senão pela sua intuição, você acaba sendo julgada como uma pessoa difícil de se entender. HAHAHAHA. Um homem se interessa por uma mulher, praticamente todas as vezes, por conta da sua beleza e pelo seu corpo. Para ele não é discriminativo se ela é burra e/ou pobre. A mulher também pensa da mesma forma, só que ao contrário, se interessa por um homem, praticamente todas as vezes, por conta da sua inteligência e pelo seu poder (dinheiro). Para ela não é discriminativo se ele é feio e/ou se ele é fora de forma. Claro que tudo isso faz diferença, mas não é delimitativo e sim classificatório. Que vantagem tem a um homem uma mulher inteligente ou rica? HAHAHAHA Zero! Que vantagem tem a uma mulher um homem lindo e gostosão? HAHAHAHA Zero! Uma mulher inteligente e rica é dor de cabeça tanto quanto um cara lindo e gostosão. O problema do meu amigo é que ele vendeu por meio da sua sedução uma pessoa que ele não é; um cara rico e inteligente, embora seja feio é fora de forma. Como mentira tem perna curta, a mulher dele finalmente percebeu que ele além de ser um canalha (homem) é um mané e mentiu para conquistá-la. Tenho certeza que muito homem vai achar ruim o que eu estou falando, mas tenho certeza que todos esses terminariam com suas mulheres caso de repente ela começasse a ficar velha e barriguda. É por isso que eu falo que as coisas ficariam super simples de entender se a pessoas parassem de se enganar.
16 de setembro de 2014
A verdade sobre A verdade
Pode até ser verdade que todo mundo quer saber a verdade, mas também é verdade que ninguém sabe o que depois fazer com ela. A verdade não serve para nada, apesar que isso não justifica o erro de mentir. Até para o mentiroso é horrível mentir, porque a mentira não tem fim, diferente da verdade onde tudo se termina e nada se questiona, afinal, é a verdade. Que ninguém sabe para que serve. Ninguém sabe o que com ela fazer. Então, até o momento nunca serviu para nada. O que fez quando soube que o amor da sua vida lhe traiu? Nada! Pelo menos nada do que realmente gostaria de fazer. O que fez quando soube quem foi o assassino? Nada! Até por que verdade nenhuma pode fazer milagre. Verdade nenhuma pode fazer mágica. A verdade só pode mostrar o final e no final não tem mais nada, nada que fosse tão confortante quanto uma mera mentira. Como se um dia descobrisse quem realmente é você, de onde você veio e para onde você vai. Sabendo de todas estas coisas você simplesmente irá querer saber o que há além delas pois as pessoas não se contentam com a verdade. E falando de verdade, um dia, pelo menos ao final da vida, todo mundo descobre que a verdade sobre sua morte não serve pra nada, aliás, nenhuma verdade serviu.
15 de setembro de 2014
Curioso não!
O celular toca e ela entra em desespero! "amovida" é como está salvo o contato. São 6 chamadas recusadas só naquele momento. De um lado para o outro entre os aplicativos, estava mesmo desnorteada. Saia da lista do whatsapp e ia pra pagina do face, aleatoriamente, sem propósito algum. Até a hora que em completo pensamento se deparou com a tela de bloqueio e a encarou com o rosto de uma das maiores dúvidas do mundo. Mesmo que se o papel de parede pudesse ajudar, não ajudou e dificilmente ajudaria. Naquele instante aquilo não significava nada, nada mesmo... Estava ali pra realmente não ficar em branco. Para o devaneio fazer um pouco de sentindo. Em outras palavras, para não morrer a esperança. Por que mulher sofre assim? Curioso não!
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